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Dança Afro

No CEACC a Dança-Afro tem fundamental importância, por estar diretamente ligada à identidade racial e cultural da maior parte da comunidade de Cidade de Deus.

 

A atividade conta com a coordenação do Prof. Gilberto de Assis, nome de reconhecida competência no cenário da dança nacional, tendo sido formado por Mercedes Batista, a maior referência do ensino de dança-afro no Brasil. O Prof. Gilberto trabalha no CEACC auxiliado pelo percussionista Jorge Fumanchú.

 

Horário:
Segunda-feira
Manhã: 12:00h às 13:30h

Sexta-feira
Manhã: 10:00h às 11:00h
Tarde: 14h0h às 15:30h
13:30h às 15:00h

Sábado
Crianças: 10:30h às 12:00h
Adolescentes: 12h30h às 13:40h


Depoimentos das participantes
“A dança-afro mudou a minha disciplina, a minha responsabilidade e meu modo de viver. A dança-afro me ajudou a conhecer lugares lindos, novas amizades e a ter horários para meus afazeres.”

Gilsiana Moreira dos Santos


“A dança-afro representa, na minha vida, muito mais que uma atividade. Representa a valorização de uma cultura que ainda é muito discriminada. Aprendi que na vida temos que dar oportunidades a nós mesmos de conhecer coisas novas e que, nelas, podemos encontrar coisas de grandes valores em nossas vidas, como a dança-afro.”

Camila Vasconcelos de Brito


“A dança-afro é o amor da cultura afro-brasileira. Modificou tudo na minha vida porque se eu não estivesse na dança, não teria o que fazer, estaria nas ruas. Tenho mais responsabilidade e o meu futuro será bem melhor do que o atual.”

Camila da Silva Lapa


“Eu acho que a dança une as pessoas como a música. Ela é descontração e liberdade da raça negra. Através da dança afro, pude conhecer novas pessoas e aprender novas coisas.”

Zamylla Monteiro Risso


Conheça um pouco da história da Dança-Afro
As danças afro-brasileiras foram definidas como as danças religiosas e profanas da África trazidas pelos escravos e aqui desenvolvidas e transformadas por forças de diferentes influências, inclusive do sincretismo religioso.

Nas danças religiosas, cada orixá (divindade africana) é convocado ou homenageado através de ritmos e movimentos próprios e característicos. As danças profanas ocorriam nos momentos de festas nas senzalas e eram, entre outras, o Zambê, o Lundu, o Jongo e o Samba.

A dança afro tal, como é ensinada atualmente, é resultante de estudos feitos por Katherine Duncan, bailarina e antropóloga negra, norte-americana, que pesquisou a cultura e, mais especificamente, as danças de origem africana em vários países, sobretudo na América do Sul e Caribe. A partir dos estudos e pesquisas realizadas, ela criou magníficas obras coreografadas que formaram o repertório de sua grande companhia de ballet negro - o Ballet Katherine Duncan.

Katherine Ducan decodificou os movimentos das danças que pesquisou e elaborou uma técnica para seu ensino incorporando alguns elementos da dança moderna americana. Mercedes Baptista, Mestra de dança afro-brasileiras, foi professora de Gilberto de Assis, que a tornou solista e primeira bailarina de sua companhia.

Contribuições da Dança Afro
O primeiro momento importante da Dança Afro é quando os jovens trocam a ociosidade por uma atividade cultural e esportiva. A busca da identidade, tanto pessoal quanto coletiva, e a constante educação cultural que a Dança Afro promove são contribuições agregadas a essa arte. Fisicamente, além da destreza e do conhecimento corporal, o aprimoramento da coordenação motora leva às buscas pela linguagem e pelos imites do corpo.

Apenas para ilustrar como as questões culturais caminham com a Dança, segue transcrito o Canto da Puxada da Rede do Xaréu, Fragmento da Trilha Musical Pescador Mariscando.

Vamos chamar o vento, hum-hum
Vamos chamar o vento, hum-hum

Que coisa linda
È o céu e o mar
Que coisa linda
È o céu e o mar
Em noite de lua
O pescador a mariscar

© Sandra Moraes/ActionAid/Brasil
© CEACC
 
   
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